sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cristovão Colombo


De família modesta, Colombo dedicou-se desde jovem à vida marítima. Estabelecido em Portugal desde 1476, lá casou-se em 1480 com Filipa Moniz, filha do navegador Bartolomeu Perestelo, em cuja biblioteca pôde aprimorar seus conhecimentos.
Convencido da possibilidade de alcançar as Índias navegando pelo ocidente, buscou em vão o apoio dos reis de Portugal, da Inglaterra e da França. Em 1485, fixou-se na Espanha e, com a ajuda do padre Juán Perez, confessor da rainha Isabel, obteve a aprovação de seu projeto pelos soberanos espanhóis.
Em 17 de abril, assinou com o rei Fernando um contrato pelo qual era nomeado almirante-dos-mares e governador das novas terras que viesse a descobrir. A expedição foi custeada em partes iguais pela Coroa espanhola e por banqueiros genoveses de Sevilha.
Em 3 de agosto de 1492, a frota de três caravelas (Santa Maria, Pinta e Niña) deixou o porto de Palos, chegando em 12 de outubro à ilha de Guanaani (hoje ilha Watling, nas Bahamas). Em seguida, aportou em Cuba e Haiti. Colombo voltou à Espanha em março de 1493, certo de ter alcançado a Ásia. Em setembro, fez-se de novo ao mar, dessa vez com 17 naus, descobrindo várias ilhas do Caribe – Guadalupe, Dominica (hoje Martinica), Porto Rico, Jamaica, além da costa sudoeste de Cuba. Em 1498, empreendeu uma terceira expedição, indo da costa do continente até o Orinoco, para depois atingir as ilhas de Trinidad, Tobago e Granada. Por fim, entre 1502 e 1504, Colombo realizou uma última viagem, na qual completou o reconhecimento das Antilhas e da costa da América Central. Alvo de intrigas palacianas, Colombo já não desfrutava da confiança do rei espanhol quando retornou à Espanha em 1504.
Morreu pouco depois sem ver reconhecido seu direito às terras por ele descobertas, mas crente de que havia chegado às Índias. Deixou dois filhos: um legítimo (Diego) e um natural (Fernando).


Carol

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